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Seminário discute o impacto das Fake News

Quinta, 28 Junho 2018 09:20

 

Em busca de compreender os efeitos que as “falsas notícias” causam na política, economia e sociedade, ocorreu na última quarta-feira (20), o seminário nacional “Impacto Social, Político e Econômico das Fake News”. O evento promovido em Brasília, pela Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABRATEL), teve a presença de personalidades governamentais como o Presidente da República, Michel Temer e o Ministro e também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux.

As chamadas “fake news” podem ser produzidas por qualquer pessoa e facilmente espalhadas pela internet. Cerca de 12 milhões de brasileiros compartilham falsas informações nas redes sociais e possuem consciência disso, segundo um estudo da Universidade de São Paulo (USP). Em meio a períodos eleitorais, informações dessa espécie podem circular em maior quantidade e intensidade. O primeiro painel do seminário buscou debater o impacto político dessas falsas informações e a importância dos internautas estarem atentos às notícias que leem na web.


Em discurso, o presidente do TSE comentou sobre os danos irreparáveis que as falsas notícias podem causar nas candidaturas e ressaltou a importância de votar de forma ética e moral, “um voto consciente é um voto que se baseia na lisura informacional”, destacou Fux. O Instituto Brasileiro de Políticas Públicas - IBRAPP esteve presente no seminário, com interesse na discussão sobre a disseminação de desinformação e a importância de produzir conteúdo jornalístico verídico e de qualidade.

O IBRAPP é à favor da produção e comunicação de conteúdo confiável e considera oportuno estes debates sobre o tema, uma vez que este tipo de conteúdo deliberado pode gerar impactos negativos em diversas áreas no nosso país. Ainda neste ano, o Instituto participou também, da Cerimônia de Abertura da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às Fake News, que tem como objetivo combater a disseminação de notícias falsas

Consequências na economia

No âmbito econômico, as discussões envolveram os diversos prejuízos que empresas podem obter quando são vítimas de fake news, além da monetização que essas desinformações podem gerar para seus produtores. Segundo a jornalista Mara Luquet, “as fake news sempre existiram, mas com a tecnologia ganharam maior força”. O jornalista Antônio Guerreiro, também participante do painel, enfatizou a comercialização de dados e comportamentos na internet com base em algoritmos, “a indústria da informação está sangrando” ressaltou Guerreiro.


Impacto social


Com a participação de especialistas e o do senador Cristovão Buarque, o terceiro painel abordou aspectos sociais das “fake news”, considerado pelo professor da Universidade de Brasília (UNB), Sivaldo Pereira, um fenômeno multidimensional que envolve cultura, economia, tecnologia e política. “O ato de compartilhar conteúdo online é parte da cultura contemporânea” explicou Pereira, no debate que explanou razões motivadoras na disseminação de falsas informações, como o ganho financeiro baseado em cliques, curtidas e compartilhamentos. Além desse fator, foram abordadas características de quem produz e causa disseminação dessas notícias, nomeadas pelo jornalista Leonardo Cavalcanti como “mercenários”. Segundo o painelista, os produtores de “fake news” são poucos, anônimos e possuem alto conhecimento de tecnologia.

Também estiveram presentes seminário nacional “Impacto Social, Político e Econômico das Fake News, os deputados federais Márcio Marinho (PRB/BA) e Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), a jornalista Amanda Klein, o editor executivo da BBC News Brasil, Caio Quero, o jornalista Rodrigo Orengo e o diretor de jornalismo da RecordTV Brasília, João Beltrão.

 

 Fotos: Associação Brasileira de Rádio e Televisão

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