
Dentre os serviços públicos essenciais, a saúde preventiva se destaca e, está claro, requer planejamento e uma gestão bem estruturada para ser executada e produzir bons resultados.
Nesse contexto a população dos povos originários necessita de uma assistência à saúde diferenciada e é nessa hora que o IBRAPP tem atuado com a mão de obra qualificada para atender aos quase 18 mil indígenas do Estado da Paraíba.
Através de uma parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena Potiguara (DSEI/ Potiguara), o IBRAPP disponibiliza a mão de obra de motoristas que, diariamente, levam profissionais da área da saúde como médicos e enfermeiros às 35 aldeias divididas em três Polos Base: Baia da Traição, Marcação e Rio Tinto.
Os motoristas geridos pelo IBRAPP (que também são indígenas) são responsáveis pelo deslocamento dos indígenas para consultas, exames e pequenas cirurgias na capital João Pessoa. A assistência à saúde também está passando pela questão do treinamento e orientação.
O IBRAPP tem desenvolvido ações de atenção e promoção à saúde. A exemplo, foi realizado uma campanha de detecção e conscientização sobre a Hanseníase que é uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução crônica, que atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões, podendo acarretar danos irreversíveis.
“Gostaria de agradecer a oportunidade de fazer esta palestra. Isso é uma inovação para a gente. Isso vem somar a saúde dos povos originários. Espero que haja outras oportunidades, que sejam abordados outros temas e ações que é muito somatório para nós”, enfatizou a coordenadora do Polo Base da Baia da Traição, Aline Bessa da Silva.
Ao todo, como grupo multiplicador entre população indígena e profissionais da saúde que atuam nas aldeias, cerca de 200 pessoas participaram do evento. As ações junto a população indígena vão continuar e em breve outras palestras serão realizadas nos Polos Base. Os temas estão sendo estudados de acordo com a realidade de cada comunidade local.
